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JMJ 2027: preparação envolve o coração das pessoas

ResumoJMJ Seul 2027, a Jornada Mundial da Juventude na Coreia do Sul, prepara-se com foco na acolhida espiritual e estrutural. A Igreja local mobiliza comunidades para receber peregrinos, priorizando o envolvimento do coração dos fiéis. A preparação inclui formação pastoral e logística, visando um evento que una fé e hospitalidade.

A um ano da JMJ Seul 2027, a preparação na Coreia do Sul envolve estruturas físicas, mas também o coração das pessoas. Entenda como a Igreja local se prepara para receber os peregrinos.

Daniel Couto
por Daniel Couto · Colunista de espiritualidade · 03 de agosto de 2026 · 5 min
JMJ 2027: preparação envolve o coração das pessoas

A um ano da JMJ, preparação envolve também o coração das pessoas

Daqui a exatos 365 dias, jovens de todo o planeta estarão reunidos em Seul para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ). Enquanto o dia 3 de agosto de 2027 não chega, a expectativa toma conta da Coreia do Sul.

A um ano da JMJ, a preparação na Coreia do Sul vai além das estruturas físicas. Envolve também o coração das pessoas, com campanhas, programas de formação e iniciativas para mobilizar famílias, paróquias e comunidades que possam receber os peregrinos.

Como a comunidade católica sul-coreana se prepara para a JMJ 2027

Brasileira que mora no país há nove anos, Marcella Bezerra destaca que a comunidade católica sul-coreana está se preparando para receber os peregrinos. Vários pré-eventos estão acontecendo, jovens que participaram de outras JMJs compartilham suas experiências e padres falam sobre o assunto nas missas, gerando mais expectativa.

A criadora de conteúdo observa que os jovens sul-coreanos têm um jeito diferente de viver a sua espiritualidade, especialmente se comparados aos brasileiros. "No geral, eles são mais reservados e introspectivos. Por isso, acredito que a JMJ 2027 aqui vai gerar uma troca cultural muito rica", aponta.

Segundo Marcella, esse intercâmbio leva todos os povos a ganhar. "Eu penso que a Coreia vai aprender a 'se soltar mais' e ser um pouco mais extrovertida quando receber jovens que praticam a fé em outros países. Nós latinos, por exemplo, somos bem expansivos e demonstramos amor com muito fervor. Por outro lado, os coreanos podem nos ensinar a ser mais respeitosos e sérios quando o momento exige que assim seja", indica.

O trabalho do Comitê Organizador Local e a expectativa de 500 mil peregrinos

Missionária da Comunidade Católica Shalom, Vitoria Oyama foi enviada para a Coreia do Sul a fim de atuar no Comitê Organizador Local (COL) da JMJ 2027. "Mais do que uma escolha pessoal, reconheço esse envio como uma iniciativa de Deus, que chamou a mim e à Comunidade para participar desse momento histórico da Igreja na Ásia", expressa.

Junto de outros três irmãos de comunidade, a missionária tem testemunhado a preparação coreana para esse grande evento. "Estão sendo desenvolvidas campanhas, programas de formação e iniciativas para mobilizar famílias, paróquias e comunidades que possam receber os peregrinos durante a JMJ", aponta.

Vitoria enfatiza que a Igreja na Coreia do Sul tem uma dimensão muito particular: apesar de ser uma Igreja viva e com uma bela história de testemunho, o país é majoritariamente não cristão. Além disso, muitos jovens enfrentam uma rotina muito intensa de estudos e preparação profissional, o que influencia sua participação nas atividades paroquiais.

"A preparação, portanto, não envolve apenas estruturas físicas, mas principalmente a preparação do coração das pessoas. A grande expectativa é que os peregrinos não sejam vistos apenas como visitantes, mas como irmãos na fé que chegam para viver uma experiência de comunhão com a Igreja coreana", afirma a missionária.

Segundo Vitoria, a expectativa atual é de receber aproximadamente 500 mil peregrinos registrados para a JMJ Seul 2027, com previsão de abertura das inscrições neste segundo semestre. "Para a Missa de Envio com o Santo Padre, espera-se a participação de cerca de um milhão de pessoas, incluindo peregrinos internacionais, jovens coreanos e fiéis locais", observa.

A oportunidade para a Ásia e a segunda JMJ no continente

Devido à sua localização geográfica, a Coreia do Sul representa uma oportunidade muito especial para a participação dos países asiáticos. "Espera-se uma presença significativa de jovens de nações próximas, como Filipinas, Vietnã, Taiwan, Japão, Tailândia, Indonésia e outros países da Ásia", exprime a missionária.

A JMJ 2027 será a segunda edição do evento no continente asiático. A única outra vez aconteceu em 1995, na JMJ de Manila, nas Filipinas, marcada por um grande número de participantes, especialmente na Missa de envio, com mais de 5 milhões de fiéis.

Além disso, essa será a primeira vez que uma JMJ acontece em um país em que os cristãos não são maioria. "Essa realidade torna a JMJ Seul 2027 um sinal de esperança e de encontro entre culturas, mostrando que Cristo continua chamando os jovens de todos os povos", conclui Vitoria.

O papel da CNBB na preparação para a JMJ 2027

O bispo de Brejo (MA) e presidente da Comissão para a Juventude da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Vilsom Basso, comenta o trabalho que tem sido realizado no país em preparação para a JMJ 2027.

Segundo o bispo, a comissão tem a tarefa de divulgar esse grande evento e estimular os regionais e as dioceses a participarem da JMJ. Neste contexto, cita o evento que acontecerá nesta segunda-feira, 3, no Santuário Cristo Redentor, no Rio de Janeiro (RJ), e uma reunião que contará com a participação de conferências episcopais do mundo inteiro na Coreia do Sul, em setembro, e da qual ele participará.

Dom Vilsom Basso considera que a participação na JMJ 2027 é um grande desafio, sobretudo por ser realizada na Ásia, mas enfatiza a busca dos fiéis que desejam participar. "É uma outra cultura, uma outra realidade, e que os jovens e assessores farão o máximo, buscarão todos os meios para poderem participar", assinala.

O bispo, que participa das JMJs desde a edição de 2011, na Espanha, frisa que conhecer uma outra cultura, tendo contato com jovens que creem em Jesus em uma outra realidade, é um dos principais frutos do evento. "A JMJ não passa em branco. Ela provoca uma experiência profunda no coração daqueles que têm a oportunidade de participar, e a JMJ na Coreia do Sul é uma grande novidade que também trará muitos frutos para a juventude do Brasil", conclui.

Perguntas Frequentes

Quando será a JMJ 2027?

A Jornada Mundial da Juventude 2027 acontecerá em Seul, na Coreia do Sul, a partir de 3 de agosto de 2027.

Quantos peregrinos são esperados na JMJ Seul 2027?

A expectativa é receber aproximadamente 500 mil peregrinos registrados, com previsão de abertura das inscrições neste segundo semestre.

Qual a importância da JMJ 2027 para a Ásia?

Será a segunda edição do evento no continente asiático, após a JMJ de Manila em 1995, e a primeira em um país onde os cristãos não são maioria.

Como a Igreja na Coreia do Sul se prepara para a JMJ?

A preparação envolve campanhas, programas de formação e iniciativas para mobilizar famílias, paróquias e comunidades, além da preparação do coração das pessoas.

Qual o papel da CNBB na preparação para a JMJ 2027?

A Comissão para a Juventude da CNBB tem a tarefa de divulgar o evento e estimular os regionais e as dioceses a participarem da JMJ.

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