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Igreja reinicia diálogo inter-religioso e amplia apelo à paz

ResumoTrês Dicastérios do Vaticano retomaram o diálogo inter-religioso iniciado pela Declaração Nostra Aetate há 60 anos, reforçando a liberdade religiosa, a fraternidade e a construção da paz entre fiéis de diferentes tradições. O novo apelo amplia o compromisso da Igreja Católica com a convivência pacífica entre religiões.

Três Dicastérios do Vaticano retomam o caminho aberto pela Declaração Nostra Aetate há 60 anos. O novo apelo reforça a liberdade religiosa, a fraternidade e a construção da paz entre fiéis de diferentes tradições.

Pe. Anselmo Ribas
por Pe. Anselmo Ribas · Sacerdote e colunista · 17 de setembro de 2026 · 2 min
Igreja reinicia diálogo inter-religioso e amplia apelo à paz

Três Dicastérios do Vaticano retomam o caminho do diálogo inter-religioso aberto há 60 anos pela Declaração Nostra Aetate. O novo apelo, divulgado pela Igreja Católica, reforça a liberdade religiosa, a fraternidade e a construção da paz entre católicos, judeus e fiéis de outras tradições.

A retomada acontece seis décadas depois de a Igreja ter aberto um novo capítulo nas relações com judeus e seguidores de outras religiões. O texto original foi publicado pela Canção Nova, com reportagem de Adilson Sabará e imagens de Vatican News.

A reportagem também registra a participação da prefeita de uma Secretaria do Vaticano na Assembleia Geral da CRB. O encontro reúne lideranças religiosas em torno de temas ligados à convivência entre tradições distintas.

O que significa retomar esse caminho

A Nostra Aetate marcou, há 60 anos, uma mudança de postura da Igreja Católica no trato com outras religiões. O documento abriu espaço para o reconhecimento mútuo e para o diálogo como prática permanente, não como episódio isolado.

Agora, a retomada por três Dicastérios do Vaticano sinaliza continuidade. O apelo à liberdade religiosa aparece como ponto central, ao lado da fraternidade e da construção da paz. São três eixos que se sustentam mutuamente: sem liberdade de crença, a fraternidade perde base; sem fraternidade, a paz fica frágil.

Paz que começa por dentro

Quem acompanha o trabalho inter-religioso há anos sabe que a paz raramente nasce de grandes gestos. Ela costuma começar por dentro, na disposição de escutar o outro antes de corrigi-lo. A retomada do diálogo pela Igreja Católica segue essa lógica: não se trata de diluir diferenças, mas de sustentar a conversa apesar delas.

O apelo divulgado agora não traz números nem metas. Traz direção. E direção, em tempos de tensão, já é um passo concreto.

A participação da prefeita de uma Secretaria do Vaticano na Assembleia Geral da CRB reforça esse movimento. A presença em um encontro de lideranças religiosas indica que o diálogo inter-religioso segue como prioridade institucional, não como pauta secundária.

A reportagem completa está disponível na Canção Nova, com assinatura de Adilson Sabará e imagens de Vatican News.

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