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Hallel: tia Lolita e a fé que move 150 mil fiéis

ResumoHallel 2026, festival cristão em Franca (SP), inicia nesta sexta-feira com expectativa de reunir 150 mil fiéis. Tia Lolita, fundadora do evento, atribui a origem do Hallel à fé e à mobilização comunitária. A programação inclui shows, cultos e atividades para todas as idades, consolidando o encontro como um dos maiores do segmento no interior paulista.

O Hallel 2026 começa nesta sexta-feira em Franca (SP). Tia Lolita, fundadora do festival, explica a origem do evento e a expectativa de reunir 150 mil pessoas.

Daniel Couto
por Daniel Couto · Colunista de espiritualidade · 03 de setembro de 2026 · 2 min
Hallel: tia Lolita e a fé que move 150 mil fiéis

O Hallel, festival católico que nasceu do sonho de uma leiga de Franca (SP), começa nesta sexta-feira, 4, e segue até o feriado da Independência, dia 7. A organização espera cerca de 150 mil pessoas no Parque de Exposições Fernando Costa, o que quebraria o recorde de público do evento. Tia Lolita, fundadora do festival, diz que a essência é simples: "nós gostamos de cantar, dançar e louvar o Senhor".

A história começou em 1988, quando a Renovação Carismática Católica (RCC) de Franca completava dez anos. Reunida em casa com dois jovens músicos, tia Lolita teve uma visualização: "muitos jovens, uma multidão de jovens cantando e dançando". O grupo leu o envio missionário de Jesus (Mc 16,15) e entendeu o chamado para falar de Cristo. Hallel, palavra do aramaico, significa "cântico de louvor a Deus".

O presidente do Hallel, Gabriel Faleiros, destaca a consagração da Diocese de Franca a São Miguel Arcanjo no sábado, 5, com as irmãs Maria Raquel e Maria Joana, do Instituto Hesed, e a missa presidida pelo bispo Dom Paulo Roberto Beloto. A programação traz padre Chrystian Shankar, padre Marcelo Rossi e padre Adriano Zandoná, além de nomes da música católica. São mais de dez módulos com atividades paralelas.

A espiritualidade do evento se apoia em três pilares, segundo tia Lolita: evangelizar pelo testemunho, obedecer a Deus e à autoridade e buscar a unidade. Ela recorda Dom Diógenes Silva Matthes, primeiro bispo de Franca, que a orientou: "obedecer primeiro a Deus, à autoridade e à consciência". Sobre a estrutura, Gabriel reconhece: "gerenciar um evento dessa proporção é um ato de fé". O festival não cobra ingresso e conta com a Divina Providência. espiritualidade católica

Para quem busca sentido, a trajetória de tia Lolita ensina que a fé se constrói no cotidiano. O silêncio também fala. E a música, como ela diz, é caminho de encontro com o sagrado. A edição deste ano deve confirmar que quase quatro décadas de devoção seguem tocando gerações.

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