Cruz de Jesus simboliza triunfo do amor, diz padre
Na Festa da Exaltação da Santa Cruz, celebrada em 14 de setembro, o padre Vagner Baia lembra que a Cruz de Jesus não simboliza apenas sofrimento, mas o triunfo do amor sobre o ódio e da vida sobre a morte. A data remonta a Jerusalém do século IV.
A Festa da Exaltação da Santa Cruz, celebrada em 14 de setembro, convida os fiéis a contemplar a Cruz de Jesus não pelo sofrimento que ela representa, mas pelo amor de Deus manifestado no sacrifício. A data recorda a descoberta da Cruz em Jerusalém no ano 326 e a dedicação da Igreja do Santo Sepulcro, ocorrida um dia antes.
O padre Vagner Baia, missionário da Comunidade Canção Nova, explica que a cruz é o principal símbolo da fé cristã. "Jesus escolheu a cruz para remir os pecados da humanidade, a cruz não simboliza apenas o sofrimento, mas o triunfo do amor sobre o ódio e da vida sobre a morte, apontando diretamente para a ressurreição", afirma.
Origem da festa em Jerusalém
Segundo a tradição, a Cruz foi descoberta em 326 por Helena de Constantinopla, mãe do Imperador Constantino I, durante uma peregrinação à cidade. Por ordem deles, foi construída uma igreja no local da descoberta, a Igreja do Santo Sepulcro, dedicada em 13 de setembro. A exposição da Cruz ocorreu no dia seguinte, 14.
Em 614, com a invasão persa, a Cruz foi tomada, mas recuperada pelo Imperador Bizantino Heráclio em 628. Após um ano em Constantinopla, a cruz retornou ao Santo Sepulcro.
O que a cruz significa para a vida cristã
Ao contemplar a Cruz, recorda-se o amor infinito de Deus, que por meio dela reconciliou a humanidade, devolvendo a glória e a herança eterna. "Com efeito, a misericórdia de Deus ilumina as noites da nossa vida e nos permite continuar o nosso caminho", acrescenta o sacerdote.
Padre Vagner destaca ainda as palavras de Jesus aos discípulos: "Se alguém Me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome sua cruz cada dia, e siga-Me" (Lucas 9,23). Trata-se de uma capacidade de renunciar a si mesmo e aprender a fazer a vontade de Deus.
"A vida é uma cruz, uma via crucis, e precisamos purificar a compreensão do sentido da cruz. Cristo carregou a Sua cruz, o Seu madeiro, que Ele tomou sobre si as nossas dores, nos salvou e para nós, abraçar a minha cruz de cada dia, é abraçar a minha salvação."
Para isso, indica o padre, é necessária a disposição de enfrentar sacrifícios e provações, assim como Jesus sofreu. É uma decisão diária de imitar o exemplo, o amor e os passos de Jesus. "O que é preciso para conseguir a felicidade não é uma vida cômoda, é a dura decisão de enfrentar os obstáculos, as dores, as angústias, os tempos difíceis com os olhos fixos em Deus, e isto não é nada mais que a cruz de cada dia", finaliza.