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Convento da Penha em Vila Velha impulsiona fé capixaba

ResumoO Convento da Penha, em Vila Velha (ES), é patrimônio histórico e religioso com mais de 400 anos de existência. A edificação no alto do monte atrai peregrinos e moradores capixabas em busca de consolo e agradecimento. A fé católica local encontra no santuário um ponto central de devoção, consolidando o convento como símbolo espiritual e cultural do Espírito Santo.

O Convento da Penha, em Vila Velha (ES), é patrimônio histórico e religioso com mais de 400 anos. A fé move peregrinos e moradores, que sobem o monte em busca de consolo e agradecimento.

Marta Vasques
por Marta Vasques · Teóloga · 04 de setembro de 2026 · 2 min
Convento da Penha em Vila Velha impulsiona fé capixaba

O Convento da Penha, em Vila Velha, região metropolitana do Espírito Santo, impulsiona a caminhada de fé do povo capixaba e de peregrinos que visitam o local. Com mais de 400 anos de história, o santuário é patrimônio histórico, cultural e religioso, firmado sobre as pedras do monte, mas sustentado pela crença de que para Deus tudo é possível.

A origem do convento remonta à chegada de frei Pedro Palácios, frade espanhol que veio com os portugueses para Vila Velha, então habitada pelas comitivas de Vasco Coutinho, primeiro colonizador, em 1535. Segundo o reitor do Convento da Penha, frei Gabriel Dellandrea (OFM), Palácios trouxe um quadro de Nossa Senhora das Alegrias, que colocou na parte baixa, onde hoje fica o Parque da Prainha. O quadro sumiu por três vezes e foi encontrado no alto do monte. Na terceira vez, frei Pedro entendeu que ali era a morada escolhida por Nossa Senhora.

Do mirante, os visitantes contemplam a paisagem. "A gente olha assim, a gente consegue praticamente ver Vitória, ver Vila Velha, ver os navios, ver a Marinha", contou o turista José Carlos Moura, de Erechim (RS). Para ele, o local é um mirante de toda a cidade num só ponto.

A subida até o convento é árdua, mas a fé encoraja os devotos. Cândida Tereza de Amorim, que enfrenta dificuldades de locomoção, disse: "Porque eu tenho Deus no meu coração. Ele é tudo para mim. Sem Ele eu não vivo." Maria da Graça Amorim da Cruz subiu para agradecer após perder o grande amor da sua vida: "Hoje está fazendo um ano que ele foi embora. Estou aqui pedindo consolo à minha Mãe e a Jesus." Isadora Azevedo Perpétuo, devota há quase 27 anos, resumiu: "É como se eu tivesse na casa da minha Mãe."

O convento segue vivo na fé de quem sobe o monte. A maior fortaleza, como diz a tradição, não está nas pedras, mas na devoção de cada peregrino que encontra na Senhora da Penha acolhimento e força.

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