Prevencao

Sinais sutis de infarto: quando buscar urgência

ResumoO infarto, principal causa de morte no Brasil com 300 mil a 400 mil casos anuais, pode se manifestar por sinais sutis além da dor no peito clássica, como falta de ar, náusea, fadiga intensa, dor no braço esquerdo, mandíbula ou estômago. Diante desses sintomas, especialmente em diabéticos, idosos e mulheres, a busca por urgência médica deve ser imediata.

O infarto é a principal causa de morte no Brasil, com 300 mil a 400 mil casos por ano. Nem sempre a dor no peito aparece como sinal clássico. Cardiologista explica quando sintomas sutis exigem urgência médica.

Marta Vasques
por Marta Vasques · Teóloga · 17 de setembro de 2026 · 2 min
Sinais sutis de infarto: quando buscar urgência

A pressão no peito é o sinal clássico de alerta, mas muitos infartos se manifestam de forma sutil. O Brasil registra entre 300 mil e 400 mil casos de infarto por ano, com estimativa de uma morte a cada 5 a 7 ocorrências. É a principal causa de morte no país, segundo estimativas do Ministério da Saúde. Especialistas alertam que, diante de suspeita, não se deve esperar os sintomas passarem.

Sinais sutis de infarto incluem falta de ar ou dificuldade para respirar (o mais associado), ardência ou mal-estar inespecífico no peito, sensação de coração acelerado, tontura e até desmaio no início do quadro. Dor ou desconforto na parte superior do abdome (a popular boca do estômago), na região cervical e nos ombros também pode indicar evento cardíaco. Diante de qualquer um desses sinais, a orientação é procurar avaliação de urgência.

"É muito frequente que o paciente com dor no peito menospreze seus sintomas", alerta Rodrigo de Moura Joaquim, cardiologista intervencionista e membro da Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista (SBHCI). "Sempre que ocorrer uma dor opressiva, em peso ou queimação no peito, e que seja duradoura, em geral acima de 20 minutos, é prudente que o paciente procure uma avaliação de urgência."

A dor aguda decorre da isquemia, explica o cardiologista. "Ou seja, a falta de sangue nas artérias do coração, geralmente causada por uma obstrução. A dor indica sofrimento do coração e necrose, a morte das células cardíacas. Isso pode causar a extensão do infarto, arritmias graves e, no futuro, insuficiência cardíaca."

Diferenciar desconfortos passageiros de um problema cardíaco sério é fundamental. "Algumas características da angina de peito que indicam infarto são dores em aperto ou em queimação no meio do peito ou no lado esquerdo, podendo se irradiar para o pescoço ou membros superiores, principalmente ombro e braço esquerdos, com duração maior que 10 a 20 minutos", detalha Rodrigo. Já pontadas e fisgadas bem localizadas, que pioram com a respiração ou movimentos e duram poucos segundos ou minutos, costumam indicar quadros benignos. "Dormências isoladas nos braços também não são tão sugestivas de infarto. Mas, às vezes, a diferenciação é muito difícil porque os sintomas se sobrepõem. Na dúvida, procure um serviço de urgência para avaliação detalhada."

O infarto é a principal causa de morte no Brasil e no mundo, seguido de perto pelo acidente vascular encefálico (AVE ou derrame). Doenças vasculares, como a doença obstrutiva periférica e os aneurismas da aorta, também são causas relevantes de morbidade. O infarto do miocárdio é ainda a principal causa de insuficiência cardíaca, gerando sequelas graves quando não tratado precocemente.

Hipertensão arterial, diabetes mellitus, dislipidemia, tabagismo, obesidade, estresse e o próprio envelhecimento são fatores de risco. "Quando adotamos cuidados voltados à prevenção e à promoção da saúde, atuamos no combate a todas essas condições e prevenimos eventos mais sérios", reforça o especialista.

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