Bem-estar

Recorde reflexões dos Papas sobre 11 de setembro

ResumoJoão Paulo II, Bento XVI e Francisco condenaram os ataques de 11 de setembro de 2001 como afronta à humanidade e invocaram a paz. João Paulo II enviou telegrama a George W. Bush e visitou o Ground Zero em 2008; Bento XVI rezou pelas vítimas; Francisco pediu diálogo inter-religioso contra o terrorismo.

Aos 25 anos dos ataques ao World Trade Center, relembre as palavras de João Paulo II, Bento XVI e Francisco sobre o 11 de setembro, do telegrama a George W. Bush à visita ao Ground Zero.

Tiago Belmonte
por Tiago Belmonte · Jornalista de religião · 11 de setembro de 2026 · 2 min
Recorde reflexões dos Papas sobre 11 de setembro

Nesta sexta-feira, 11 de setembro, completam-se 25 anos desde os ataques terroristas ao World Trade Center, em Nova York, e a outras regiões dos Estados Unidos. Os atentados provocaram quase três mil mortes e deixaram uma ferida profunda na história americana e da humanidade.

João Paulo II chamou os ataques de "horror indescritível" e "desumanos". Bento XVI rezou no Ground Zero em 2008 e pediu paz "a um mundo violento". Francisco, em 2015, classificou os atentados como "ato insensato de destruição".

Naquele 11 de setembro de 2001, João Paulo II estava em Castel Gandolfo quando soube dos ataques, informado por telefone pelo diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé. Abalado, recolheu-se em oração na capela do Palácio Apostólico. Em seguida, enviou um telegrama de pesar e proximidade ao presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, no qual falou de um momento "sombrio e trágico".

No dia seguinte, na Audiência Geral da Praça São Pedro, a pedido do Papa não houve aplausos; os fiéis permaneceram em silêncio respeitoso. "Ontem foi um dia sombrio na história da humanidade, uma terrível afronta à dignidade do homem", disse João Paulo II. Um ano depois, em 11 de setembro de 2002, reafirmou que "o terrorismo é e será sempre uma manifestação de ferocidade desumana".

Bento XVI no Ground Zero e a carta de 2011

Em 20 de abril de 2008, durante viagem apostólica aos Estados Unidos, Bento XVI visitou o Ground Zero. Em silêncio, acendeu uma vela em memória das vítimas, ajoelhou-se e pediu ao Senhor que "leve a paz a um mundo violento". Em 2011, ao completar dez anos dos ataques, enviou carta ao arcebispo de Nova York, Dom Timothy Dolan, na qual recordou o "brutal atentado" e o definiu como "tragédia tornada ainda mais grave pela reivindicação de seus autores de agir em nome de Deus".

Francisco e a flor branca no memorial

Em 25 de setembro de 2015, Francisco visitou o Ground Zero e participou de um encontro inter-religioso. Descreveu os atentados como "ato insensato de destruição" e falou de uma dor "dilacerante", que "deixa atônitos e clama aos céus". Para ele, "a lógica da violência, do ódio e da vingança pode causar apenas dor, sofrimento, destruição e lágrimas". Em setembro de 2021, nos 20 anos dos ataques, enviou mensagem a um evento em Bolonha, na Itália, sobre paz entre culturas e compreensão entre religiões, reiterando o comprometimento com a paz.

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