Pacto Paz e Tolerância nas Eleições: CNBB assina acordo
O presidente da CNBB, Cardeal Jaime Spengler, assinou nesta semana o Pacto Paz e Tolerância nas Eleições, ao lado de ministros do TSE e representantes de outras instituições religiosas. O acordo promove cultura de paz no processo eleitoral.
O arcebispo de Porto Alegre (RS) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Cardeal Jaime Spengler, assinou o Pacto "Paz e Tolerância nas Eleições" ao lado de ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e representantes de outras instituições religiosas. O convite do cardeal aos presentes foi por "coragem para construir a paz juntos".
A iniciativa reúne autoridades do poder público, representantes da sociedade civil e líderes religiosos em ações conjuntas para promover a cultura de paz durante o processo eleitoral. Criada em 2022, a campanha reforça a importância do diálogo, do respeito e da tolerância nas Eleições, bem como defende uma disputa política baseada na convivência democrática.
Para Dom Jaime, a paz nasce da capacidade de convivência com as diferenças sem transformar o adversário em inimigo, "colocando sempre a dignidade da pessoa humana e o bem comum acima dos interesses particulares". E essa paz não é passiva, pontuou o cardeal: "É uma paz construída na justiça, na verdade, na liberdade do voto, na transparência e no respeito às instituições democráticas".
O chamado do presidente da CNBB foi a uma atitude de coragem para a construção conjunta da paz. Segundo ele, é preciso coragem para enfrentar a compra de votos e todas as formas de abuso do poder econômico; coragem para reconhecer a exigência de controle dos recursos públicos destinados ao financiamento da atividade partidária e das campanhas eleitorais; e para preservar conquistas democráticas construídas pela sociedade brasileira, como a Lei da Ficha Limpa.
"A CNBB guarda particular compromisso com a Lei da Ficha Limpa. Ela nasceu da mobilização popular, com decisiva participação de organizações da sociedade civil e da Igreja no Brasil. Sua defesa não pertence a um partido, a um governo ou a uma corrente política. Pertence à cidadania brasileira. Preservar seus princípios significa afirmar algo muito simples e muito profundo: o exercício do poder público exige responsabilidade ética", ressaltou Dom Jaime.
A assinatura do pacto ocorre em meio a outras iniciativas da CNBB, como a Romaria Nacional de Catequistas em Aparecida e o lançamento de um hotsite para acompanhar a implementação do Sínodo. A conferência também realiza coleta em prol do 19º Congresso Eucarístico Nacional e apoia o Conselho Federal de Medicina no pedido de julgamento sobre a assistolia fetal no STF.