Papa recorda 11 de setembro e exorta renovação da paz
No domingo, 13, após o Angelus no Vaticano, o Papa Leão XIV recordou os ataques terroristas de 11 de setembro e convidou os fiéis a renovarem o empenho pela paz, sobretudo por meio da oração.
Após rezar o Angelus junto aos fiéis reunidos neste domingo, 13, no Vaticano, o Papa Leão XIV recordou os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, que completaram 25 anos na sexta-feira anterior. O Pontífice renovou suas orações pelas vítimas e por aqueles que continuam a carregar as feridas daquele dia.
Falando em inglês, Leão XIV dirigiu uma convocação direta: "Numa altura em que os conflitos e a violência afligem tantos dos nossos irmãos, convido todos a rezarem para que o Senhor conceda ao mundo o dom da sua paz". Em seguida, voltou ao tema em italiano, exortando os presentes a renovarem o empenho pela paz, sobretudo por meio da oração, com a intercessão da Virgem Maria.
O gesto do Papa ocorre 25 anos depois dos atentados que marcaram a história dos Estados Unidos e da humanidade. A data, lembrada em cerimônias ao redor do mundo, ganhou no Vaticano um tom de apelo espiritual: não apenas memória das vítimas, mas convite a um compromisso ativo com a paz.
A fala em duas línguas, inglês e italiano, não é detalhe menor. O inglês alcança diretamente os fiéis e a opinião pública dos Estados Unidos, país diretamente atingido pelos ataques. O italiano mantém o vínculo com a comunidade presente na Praça São Pedro e com a tradição da Igreja.
Ao final, Leão XIV saudou os fiéis presentes, com uma saudação especial aos grupos de peregrinos oriundos do estado de São Paulo, no Brasil. O vínculo com o país aparece de forma discreta, mas concreta, na menção aos peregrinos brasileiros.
O contraste entre a lembrança de um atentado e o pedido de paz não é retórico. A exortação do Papa aponta para uma renovação de empenho, e não apenas para a repetição de uma memória. A oração, na formulação do Pontífice, é o caminho concreto para essa renovação.
A data de 11 de setembro de 2001 permanece como referência para reflexões sobre violência e reconciliação. No Vaticano, o aniversário de 25 anos foi tratado como ocasião para reafirmar um compromisso, não apenas para recordar uma perda.