# Papa irá à cidade de Metz: símbolo de amizade entre os povos

> Papa Leão XIV encerra a primeira Visita Apostólica à França em Metz, cidade-símbolo de amizade entre povos que foram inimigos históricos. A visita, marcada para 28 de setembro, destaca a reconciliação franco-alemã. O Arcebispo local enfatiza o significado do gesto papal para a unidade europeia e a superação de conflitos passados.

*Calendário da Paz · Bem-estar · 25 de agosto de 2026 · Marta Vasques*

Em 28 de setembro, Papa Leão XIV encerra sua primeira Visita Apostólica à França em Metz, cidade-símbolo de amizade entre povos que já foram inimigos. Arcebispo local destaca a reconciliação.

O Papa Leão XIV irá à cidade francesa de Metz em 28 de setembro, encerrando sua primeira Visita Apostólica à França. O arcebispo local, Philippe Ballot, definiu a escolha como um reconhecimento da região como símbolo de amizade entre os povos, em entrevista ao Vatican News.

A visita papal ocorre entre 25 e 28 de setembro, com passagens por Paris, pela sede da UNESCO e pelo santuário de Lourdes. Metz, no leste da França, fica próxima à fronteira com a Alemanha, região que no século passado foi palco de três guerras e duas anexações. Hoje, o local é descrito pelo arcebispo como uma terra de encontro e fraternidade, onde antigos inimigos cooperam em vez de se confrontar.

Dom Philippe Ballot ressaltou que a fronteira deixou de ser lugar de separação para se tornar ponte entre dois povos amigos. Para ele, acolher um Papa que desde o início do pontificado insiste numa paz "desarmada e pacificadora" incentiva a continuidade do trabalho de reconciliação iniciado após a Segunda Guerra Mundial. O tema da viagem, "Para que o mundo tenha vida", também deve orientar as mensagens do pontífice, especialmente num momento em que a França aprovou legislação sobre morte assistida.

A organização do evento mobilizou a comunidade local. Foram necessários cerca de 1.000 voluntários, número já superado, com participação inclusive de pessoas de outras religiões. Metz tem 140 mil habitantes, ou 250 mil na região metropolitana, o que exige planejamento para que todos possam saudar o Papa ao longo do trajeto. O arcebispo também observou um despertar religioso entre os jovens: quando chegou à diocese, há quatro anos, havia 60 catecúmenos; no ano passado, eram 200.

A visita papal a Metz representa, segundo Dom Ballot, um sinal de esperança em um mundo marcado por tensões nacionalistas e falta de visão de futuro. A cidade, que já foi fonte de conflito, agora se apresenta como modelo de convivência pacífica entre povos que um dia foram inimigos.

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