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Papa: fecundidade da Igreja se mede pela fidelidade ao Evangelho

ResumoPapa Leão XIV, em audiência com bispos latinos das regiões árabes, afirmou que a fecundidade da Igreja se mede pela fidelidade ao Evangelho, não por números ou estruturas. A declaração do pontífice reforça o critério qualitativo da missão eclesial. A fidelidade ao anúncio de Cristo constitui o fundamento da vitalidade cristã.

Em audiência com bispos latinos das regiões árabes, Papa Leão XIV destacou que a fecundidade da Igreja se mede pela fidelidade ao Evangelho, não por números ou estruturas.

Pe. Anselmo Ribas
por Pe. Anselmo Ribas · Sacerdote e colunista · 03 de setembro de 2026 · 2 min
Papa: fecundidade da Igreja se mede pela fidelidade ao Evangelho

O Papa Leão XIV recebeu em audiência nesta quinta-feira, 3, os membros da Conferência dos Bispos Latinos nas Regiões Árabes. O organismo reúne igrejas que atuam em contextos frequentemente marcados por tensões políticas, sociais e religiosas. Aos bispos, o Pontífice deixou seu encorajamento na missão e reforçou o dom do diálogo para a construção da paz.

A fecundidade da Igreja não se mede por números, estruturas ou recursos, mas pela fidelidade ao Evangelho. A afirmação foi feita pelo Papa Leão XIV durante o encontro, ao exortar os presentes a não terem medo da pequenez de suas comunidades. "Uma comunidade pequena, se enraizada em Cristo, pode ser uma presença preciosa", observou.

O Papa recordou o testemunho do martírio que essas igrejas conhecem de perto. São casos de religiosas mortas no Iêmen, padres, religiosos e leigos que doaram a vida no Iraque, na Síria e em outros lugares marcados pela violência. "Seus nomes talvez não sejam conhecidos pelo mundo, mas são bem notáveis a Deus", disse.

Leão XIV destacou que, quando as comunidades são mais frágeis e obrigadas a emigrar, o ministério desses pastores se torna ainda mais necessário. A exortação é para que estejam sempre próximos ao povo, partilhando suas feridas, ouvindo, acolhendo e consolando, tornando visível a proximidade de Deus. O Papa também pediu apoio às congregações religiosas que continuam perto dos pobres e mais frágeis.

Em meio às emergências, o Papa pediu que não percam de vista o essencial da missão da Igreja: o anúncio do Evangelho, a oração, os Sacramentos e a formação cristã. "Uma Igreja capaz de servir deve ser, antes de tudo, uma Igreja que reza, escuta a Palavra e vive dos Sacramentos".

O Pontífice pediu cuidado especial com as famílias, os jovens e os migrantes. Que as famílias permaneçam como primeiro lugar onde a fé é recebida e transmitida, e que jovens e migrantes encontrem na Igreja uma casa acolhedora. Sobre a variedade das tradições cristãs, Leão XIV afirmou que é uma riqueza a ser vivida na unidade, da qual nasce um diálogo sincero com outras comunidades cristãs, com os muçulmanos e com outras tradições religiosas.

"Dialogar não significa renunciar à própria identidade, mas vivê-la sem medo do encontro", disse. "Lá onde a guerra semeou a desconfiança, todo gesto de estima, colaboração e respeito pode se tornar um passo rumo à reconciliação e à paz."

Os bispos dessas regiões não são chamados a resolver todos os problemas, ressaltou o Papa, mas a serem fiéis ao Evangelho e ao povo que lhes foi confiado. "Não busquem antes de tudo o sucesso ou o reconhecimento: busquem a fidelidade", exortou. Eles também não devem temer semear sem ver os frutos de imediato, pois o crescimento da semente pertence a Deus. "Nenhum gesto realizado em nome de Cristo é inútil", concluiu.

Leão XIV encerrou deixando sua bênção a todos os presentes e a suas missões, pedindo que Deus conceda às comunidades e a todos os povos dessas terras o dom precioso da paz.

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