Padre Adriano Zandoná: Deus toca feridas para salvar, não humilhar
Padre Adriano Zandoná celebrou a última Missa do 39º Hallel em Franca (SP) e afirmou que Deus toca as feridas para salvar, não para humilhar. Entenda a mensagem do missionário da Canção Nova.
Padre Adriano Zandoná, missionário da Comunidade Canção Nova, celebrou a Missa de encerramento do 39º Hallel em Franca, no interior de São Paulo. O festival, que reuniu milhares de fiéis, terminou nesta segunda-feira, 7, no Parque de Exposições Fernando Costa. O sacerdote começou sua participação com um show e depois presidiu a celebração eucarística no palco central.
Durante a homilia, ele refletiu sobre a passagem do Evangelho em que Jesus cura um homem de mão seca (Lc 6,6-11). Padre Adriano indicou que muitas pessoas enfrentam uma secura interior, com fé, esperança e coração ressecados. "O demônio não tem acesso à nossa mente, mas ele tenta com as sugestões, e elas vão vindo, secando a nossa fé", afirmou.
O missionário explicou que um coração endurecido, como o dos fariseus e dos conterrâneos de Nazaré, impede os milagres. Ele pontuou que o pecado contra o Espírito Santo ocorre quando alguém decide deliberadamente não querer ser salvo. "Quando eu peco contra o Espírito Santo, eu impeço Deus de me salvar, porque Ele me ama tanto que respeita o meu livre-arbítrio", frisou.
Citando Santo Agostinho, padre Adriano lembrou que todo pecado esconde uma promessa ilusória de felicidade. "O diabo quer te convencer que Deus não é suficiente para você, mas isso é mentira", disse, acrescentando que "se Deus não te fizer feliz, pecado nenhum vai te fazer feliz".
O sacerdote também ressaltou a importância da confissão. "Deixa Deus tocar no que dói, porque Jesus não se envergonha disso e quer te curar", convidou. "Deus hoje quer tocar as dores e as feridas que a gente esconde, o pecado que a gente não confessa, não para nos humilhar, mas para nos salvar", acrescentou.
Após a Missa, a programação seguiu com show da Fraternidade São João Paulo II e a Adoração de encerramento, conduzida pelo padre Célio Adriano, assessor eclesiástico do Hallel na Diocese de Franca. A fundadora do festival, tia Lolita, anunciou o tema do 40º Hallel: "Eu sou o bom pastor e dou a minha vida pelas minhas ovelhas".