Exposição apresenta itens raros de colecionadores e campeões mundiais em São Paulo
Uma exposição inédita reúne itens raros de colecionadores e campeões mundiais em São Paulo. A mostra, que abre ao público no próximo sábado, apresenta troféus, medalhas e objetos pessoais de atletas e ídolos da música, com curadoria que privilegia a raridade e a história de cada
Exposição reúne objetos raros de grandes nomes do esporte e da cultura
Uma exposição inédita em São Paulo apresenta itens raros de colecionadores e campeões mundiais, com peças que contam a trajetória de atletas e artistas que marcaram a história. A mostra, que abre ao público no próximo sábado, reúne troféus, medalhas, uniformes e objetos pessoais de figuras como Pelé, Ayrton Senna, Michael Jordan e Freddie Mercury. A curadoria, feita em parceria com colecionadores particulares e instituições, priorizou peças com valor histórico e cultural comprovado.
Destaques da exposição:
- Troféu original da Copa do Mundo de 1970, usado por Pelé na final contra a Itália.
- Capacete e luvas de Ayrton Senna usados no GP do Brasil de 1991.
- Guitarra elétrica de Freddie Mercury, utilizada em shows do Queen nos anos 1980.
- Medalha de ouro olímpica de Michael Jordan (Barcelona 1992).
- Uniforme de jogo de Marta, campeã mundial de futebol feminino em 2007.
Curadoria seleciona peças com lastro histórico
Segundo a organização, a seleção das peças levou em conta a raridade e a autenticidade. "Cada item foi verificado por especialistas em memorabilia esportiva e musical", afirma o curador-chefe, Carlos Mendes. A exposição conta com certificados de autenticidade emitidos por casas de leilão internacionais. Peças como a guitarra de Freddie Mercury têm procedência documentada desde a venda do espólio do cantor em 2013.
A mostra também inclui itens de campeões mundiais de esportes menos midiáticos, como o boxe e o atletismo. Uma luva de Muhammad Ali, usada em sua luta contra George Foreman em 1974 (o "Rumble in the Jungle"), está entre os destaques. A peça pertence a um colecionador particular brasileiro e nunca havia sido exibida publicamente no país.
Itens de colecionadores particulares são atração à parte
Além das relíquias de celebridades, a exposição apresenta objetos de colecionadores anônimos que reúnem memorabilia há décadas. Um deles, o engenheiro paulistano Ricardo Lopes, cedeu 15 itens de sua coleção pessoal de camisas de futebol, incluindo a camisa usada por Zico na Copa de 1982. "Comecei a colecionar em 1990 e hoje tenho mais de 200 peças", conta. A curadoria selecionou as mais representativas para a mostra.
A exposição também dedica uma sala à história das Olimpíadas, com tochas originais de edições como Berlim 1936 (usada por Jesse Owens) e Rio 2016. A tocha de 1936 é uma das mais raras: apenas 3.000 foram produzidas, e a maioria foi destruída após os Jogos. A peça em exposição pertence a um museu alemão e veio ao Brasil por empréstimo temporário.
Programação paralela inclui palestras e visitas guiadas
A exposição ocorre no Centro Cultural São Paulo, na região central da cidade, e fica em cartaz até 30 de agosto. A entrada é gratuita, mas é necessário retirar ingresso antecipado pelo site. A programação inclui palestras com curadores e historiadores, além de visitas guiadas para grupos escolares. No dia 15 de agosto, haverá uma mesa-redonda sobre o mercado de colecionismo no Brasil, com a presença de especialistas da Associação Brasileira de Memorabilia.
Para quem não puder ir presencialmente, a exposição terá um tour virtual em 360°, disponível no site oficial a partir do dia 20 de agosto. O tour permite visualizar as peças em alta resolução e ouvir áudios explicativos sobre cada item.
Perguntas Frequentes
Qual o valor do ingresso?
A entrada é gratuita, mas é necessário retirar ingresso antecipado pelo site do Centro Cultural São Paulo.
Até quando fica a exposição?
A mostra fica em cartaz até 30 de agosto de 2026.
Posso fotografar as peças?
Sim, é permitido fotografar sem flash. O uso de tripé ou equipamento profissional precisa de autorização prévia.
Há visitas guiadas?
Sim, aos sábados e domingos, às 11h e às 15h. É necessário agendamento pelo site.
A exposição tem acessibilidade?
Sim, o Centro Cultural São Paulo possui rampas, elevadores e banheiros adaptados. Há também audiodescrição para pessoas com deficiência visual.