Dom Gallagher reflete sobre missão na Rússia e afeto dos fiéis
Dom Gallagher encerrou missão na Rússia na sexta-feira, 28, com Missa na Catedral da Imaculada Conceição e reflexões sobre o afeto dos fiéis e o difícil diálogo com autoridades russas.
O secretário para as Relações com os Estados e as Organizações Internacionais do Vaticano, Dom Paul Richard Gallagher, concluiu na sexta-feira, 28, sua missão à Rússia. No último dia em Moscou, o arcebispo presidiu a Missa na Catedral da Imaculada Conceição e se encontrou com clero e religiosos da comunidade católica local.
Durante a homilia, transmitiu o incentivo do Papa "para continuar, com cada vez mais ímpeto, o caminho da fé". "Viver o Evangelho significa também caminhar juntos pelo bem comum, seguindo o caminho principal do diálogo e da paz", afirmou. Sobre o diálogo, reiterou que "nunca é um compromisso que anula a própria identidade, mas um encontro de corações".
Em entrevista à mídia vaticana, Dom Gallagher destacou a grande participação dos fiéis. "Foi realmente uma demonstração de afeto, sobretudo em relação ao Santo Padre, e percebe-se que esses laços de amor, laços com o sucessor de Pedro, são muito fortes aqui", expressou.
Sobre o contato com as autoridades russas, o secretário reconheceu que o diálogo não é nada fácil. "Quanto mais a guerra se prolonga, mais difícil se torna restabelecer as relações", disse, lembrando que "há muitas vítimas, muitas feridas abertas, mas historicamente, todos os conflitos terminam com uma negociação".
A Santa Sé, frisou, não entra em detalhes das negociações nem propõe soluções técnicas, pois isso cabe às partes beligerantes. "A Santa Sé relembra essa responsabilidade e convida a demonstrar boa vontade para iniciar seriamente um diálogo", pontuou.
Dom Gallagher também ressaltou o papel da comunidade internacional. "No mundo de hoje, ninguém consegue resolver nada sozinho. Tanto a Rússia quanto a Ucrânia precisam da comunidade internacional", afirmou, oferecendo a disposição da Santa Sé em ajudar de qualquer forma.
A visita ocorre em meio à guerra entre Rússia e Ucrânia, que segue sem solução. A Santa Sé mantém posição de mediação, sem propor soluções técnicas. Papa recorda perseguição religiosa na Ucrânia e pede orações pela paz