# Desigualdades sociais e exercícios: estudo da USP

> A pesquisa da Universidade de São Paulo (USP), publicada no exterior, revela que indivíduos de classes sociais mais baixas praticam menos exercícios físicos. O estudo acompanhou um grupo de brasileiros por dez anos, evidenciando a correlação entre nível socioeconômico e atividade física. A USP destaca a desigualdade social como fator determinante para a menor adesão a hábitos saudáveis.

*Calendário da Paz · Bem-estar · 26 de agosto de 2026 · Tiago Belmonte*

Pesquisa da Universidade de São Paulo, publicada no exterior, indica que pessoas de classes sociais mais baixas tendem a praticar menos exercícios físicos. O estudo acompanhou um grupo de brasileiros por dez anos.

Um estudo recente da Universidade de São Paulo, publicado no exterior, concluiu que a prática de exercícios físicos pode ser menor entre pessoas de classes sociais mais baixas. A pesquisa baseou-se na análise de um grupo de brasileiros acompanhado por dez anos.

A conclusão reforça o que profissionais de saúde observam na rotina: o acesso à atividade física não depende apenas de vontade individual, mas também de condições estruturais, como renda, tempo livre e infraestrutura urbana. No caso do estudo, a USP não detalhou quais fatores específicos explicam a diferença, mas a associação entre nível social e frequência de exercícios apareceu de forma consistente.

A pesquisa se soma a um cenário mais amplo, em que especialistas já recomendam a prática regular de esportes como forma de melhorar a saúde e reduzir riscos de doenças mentais. Medidas para combater o excesso de peso também ganham reforço com esses dados, uma vez que a atividade física é um dos pilares da prevenção.

Embora o estudo não aponte soluções diretas, ele sugere que políticas públicas e ações comunitárias podem ter papel relevante para ampliar o acesso de populações vulneráveis a espaços de exercício. A ausência de equipamentos públicos, a falta de segurança e a jornada de trabalho extensa são barreiras já conhecidas em muitas cidades brasileiras.

Para quem vive em áreas com pouca oferta de academias ou parques, alternativas como calistenia, que usa o peso do próprio corpo, têm ganhado adeptos. A modalidade não exige equipamentos sofisticados e pode ser praticada em praças ou em casa, o que reduz parte das barreiras financeiras.

O estudo da USP, portanto, traz um alerta objetivo: a desigualdade social não afeta apenas renda e moradia, mas também hábitos de saúde. E a prática de exercícios, que deveria ser universal, acaba sendo mais acessível a quem tem mais recursos. benefícios do exercício físico na depressão atividades físicas e saúde mental

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Fonte (canonical): https://calendariodapaz.com.br/bem-estar/desigualdades-sociais-podem-reduzir-acesso-pratica-exercicios/
