Bem-estar

Conflitos podem virar oportunidades, indica Papa Leão XIV

ResumoO Papa Leão XIV, no Angelus de 6 de abril, declarou que conflitos podem se transformar em oportunidades de crescimento. O pontífice indicou a correção fraterna e o acordo como caminhos práticos para superar divergências. A declaração reforça a visão de que desentendimentos, quando abordados com diálogo e respeito, geram amadurecimento pessoal e comunitário. A fala ocorreu durante a tradicional oração dominical no Vaticano.

No Angelus deste domingo, 6, o Papa Leão XIV afirmou que conflitos podem se tornar oportunidades de crescimento. Ele destacou a correção fraterna e o acordo como caminhos.

Tiago Belmonte
por Tiago Belmonte · Jornalista de religião · 07 de setembro de 2026 · 2 min
Conflitos podem virar oportunidades, indica Papa Leão XIV

O Papa Leão XIV rezou a oração mariana do Angelus neste domingo, 6, com os fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro. Na alocução que precedeu a oração, o Pontífice afirmou que a Palavra de Deus proclamada na liturgia do dia "oferece-nos alguns critérios fundamentais de pensamento e ação".

O Papa disse que conflitos podem se tornar oportunidades de crescimento. Segundo ele, falar uns com os outros com sinceridade "significa enfrentar a realidade e transformar problemas e conflitos em oportunidades de crescimento". A declaração ocorreu durante a reflexão sobre o Evangelho do dia, que apresenta "pelo menos duas maneiras de exercer o amor mútuo".

A primeira forma é a abertura à correção fraterna. Leão XIV a descreveu como "uma arte delicada e, muitas vezes, esquecida, que exige franqueza e gradualidade". Ele lembrou que Jesus orienta que, diante de uma dificuldade, a conversa seja feita inicialmente a sós; se necessário, com mais duas ou três pessoas; e, por fim, com toda a comunidade. O Pontífice também alertou para atitudes que dificultam a convivência: "As queixas e as calúnias são mais fáceis, mas não produzem nada e paralisam muitas situações. O Evangelho, pelo contrário, educa-nos para a liberdade, na caridade".

A segunda forma de viver o amor fraterno é "chegar a um acordo". Essa atitude, explicou, não vale só nos momentos de conflito, mas também na oração. Leão XIV recordou as palavras de Jesus: "Se dois de entre vós se unirem, na Terra, para pedir qualquer coisa, hão de obtê-la de meu Pai que está no Céu". Para o Papa, essa promessa mostra que os cristãos podem compartilhar "desejos comuns, dores comuns, esperanças comuns" e, por meio da oração, crescer na unidade.

Na Carta aos Romanos, São Paulo afirma que todos os mandamentos "se resumem numa só frase: Amarás o teu próximo como a ti mesmo". O Papa explicou que existe um patrimônio que devemos uns aos outros, sem ficarmos presos a ele: "é a dívida do amor mútuo". Ele frisou que "toda a atenção, cuidado e bem que recebemos tornam-nos mais livres e capazes de assumir responsabilidades".

Ao concluir, Leão XIV confiou os fiéis à intercessão de Maria. Pediu que Nossa Senhora, "que após o anúncio do anjo se apressou a ir ter com a sua prima Isabel, para partilhar a alegria e o cansaço da gravidez", ensine também os cristãos a viver "a dívida alegre do amor fraterno".

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