Bem-estar

"Como Igreja, nos colocamos a serviço do povo", diz arcebispo de Caracas

ResumoO arcebispo de Caracas, Dom Raul Biord Castillo, afirmou que a Igreja se coloca a serviço do povo venezuelano após os terremotos. A Fundação ACN detalhou estragos com mais de 5,2 mil mortos e 23,5 mil desabrigados. A declaração ocorreu em coletiva sobre a resposta humanitária e o apoio espiritual da Igreja.

Um mês após os terremotos na Venezuela, a Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (ACN) realizou coletiva com o arcebispo de Caracas, Dom Raul Biord Castillo, e a CEO Regina Lynch. Eles detalharam os estragos, mais de 5,2 mil mortos e 23,5 mil desabrigados, e o trabalho da I

Daniel Couto
por Daniel Couto · Colunista de espiritualidade · 22 de julho de 2026 · 3 min
"Como Igreja, nos colocamos a serviço do povo", diz arcebispo de Caracas

"Como Igreja, nos colocamos a serviço do povo", diz arcebispo de Caracas

Um mês após os terremotos que atingiram a Venezuela, a Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (ACN) realizou uma coletiva de imprensa nesta quarta-feira, 22, para atualizar a situação do país e a atuação da Igreja Católica no apoio às vítimas. Participaram do encontro virtual o arcebispo de Caracas, Dom Raul Biord Castillo, e a CEO da ACN Internacional, Regina Lynch. Na abertura, ela afirmou que, se os números divulgados são catastróficos, a situação verificada no país também é muito difícil.

Números oficiais da tragédia na Venezuela

A Venezuela registra, até agora, mais de 5,2 mil mortos, 16,7 mil feridos e 23,5 mil pessoas que perderam suas casas na tragédia. Além disso, o desastre danificou mais de 850 prédios, dos quais 190 desabaram completamente, principalmente na região de La Guaira. Lynch descreveu a situação como "chocante" e "apocalíptica", comparando-a a cenários piores que os do Haiti, Paquistão e cidades da Síria após terremotos. Nas ruas, pessoas vivem em tendas de plástico em meio à época de chuvas do inverno venezuelano.

A Igreja como consolo e presença nas ruas

A CEO da ACN Internacional destacou que a Igreja é um consolo para as pessoas atingidas, vítimas e sobreviventes. A proximidade é expressa pelos bispos, padres, diáconos, agentes e paroquianos que permanecem junto ao povo. "O caminho é longo, há muito a ser feito. É muito importante que não esqueçamos a Venezuela", sinalizou.

Dom Biord agradeceu pela presença dos jornalistas conectados. "Sem dúvida, a tragédia que estamos vivendo é grande", afirmou, mencionando que especialistas apontam os terremotos de 24 de junho como uma das maiores tragédias da história. Para além do número de mortos, o arcebispo frisou que a quantidade de desaparecidos é enorme, entre 20 e 30 mil pessoas, além de todos os que perderam suas casas. "Bairros inteiros desapareceram", exprimiu.

O drama dos desabrigados e a perda de trabalho

A questão das pessoas sem moradia preocupa porque a Venezuela está na época de chuvas, prosseguiu Dom Biord. "Não será possível dar conta de todos os desabrigados em pouco tempo", reconheceu. Além disso, boa parte da população de La Guaira perdeu o seu trabalho, o que agrava a situação. A tragédia, por outro lado, mobilizou todo o país e pessoas de todas as partes do mundo.

Ação da Igreja: "Como cristãos, desde o primeiro dia estivemos presentes nas ruas"

"Como cristãos e como Igreja, desde o primeiro dia estivemos presentes nas ruas", declarou o arcebispo. Para além das igrejas que foram destruídas, a Igreja são as pessoas, e por isso têm estado nas ruas para prestar apoio à população. Dom Biord agradeceu à Igreja, especialmente ao Papa Leão XIV, que no mesmo dia ligou e mostrou solidariedade, convidando todas as conferências episcopais a serem solidárias. Neste contexto, salientou como a Igreja Católica é uma família que partilha e sofre as dores dos atingidos.

Cáritas e missões de conforto

O arcebispo apontou como a Cáritas é uma instituição que conta com grande confiança, inclusive do governo, para levar apoio e solidariedade aos necessitados. Ele mencionou as missões empreendidas por seminaristas e outros agentes para levar uma palavra de conforto aos afetados. "Como Igreja, nos colocamos a serviço do povo", concluiu.

Perguntas Frequentes

Quantas pessoas morreram no terremoto da Venezuela?

Mais de 5,2 mil mortos foram registrados até o momento, segundo dados divulgados na coletiva da ACN.

Quantos feridos e desabrigados há?

São 16,7 mil feridos e 23,5 mil pessoas que perderam suas casas, com bairros inteiros desaparecidos em La Guaira.

O que a Igreja Católica está fazendo para ajudar?

A Igreja, por meio de bispos, padres, diáconos, agentes e paroquianos, está nas ruas desde o primeiro dia, prestando apoio espiritual e material. A Cáritas coordena a ajuda humanitária com confiança do governo.

Quem participou da coletiva da ACN?

Participaram o arcebispo de Caracas, Dom Raul Biord Castillo, e a CEO da ACN Internacional, Regina Lynch.

O Papa Leão XIV se manifestou sobre a tragédia?

Sim, o Papa Leão XIV ligou para Dom Biord no mesmo dia do terremoto, mostrou solidariedade e convidou todas as conferências episcopais a serem solidárias.

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