Bispo haitiano preocupado com imigrantes nos EUA após TPS
O bispo Pierre-André Dumas, de Anse-à-Veau-Miragoâne, expressa preocupação com imigrantes haitianos nos EUA após o encerramento do TPS, que protegia 331 mil pessoas da deportação.
O bispo Pierre-André Dumas, de Anse-à-Veau-Miragoâne, expressa preocupação com os imigrantes haitianos nos Estados Unidos após o encerramento do Status de Proteção Temporária (TPS) para eles. A medida, que acolhe pessoas de países em guerra, desastres naturais ou crises humanitárias graves, permitia permanência legal, autorização de trabalho e proteção contra deportação forçada.
Agora, a Suprema Corte e um tribunal federal em Washington, D.C. aprovaram o cancelamento da medida, em junho e agosto deste ano, respectivamente. A ameaça de deportação torna-se mais real para os 331 mil haitianos beneficiários do TPS.
Emma, pseudônimo usado para proteger sua identidade, relatou ao Vatican News a situação vivida pela comunidade. A vigilância e prisões por agentes do ICE, agência federal de imigração dos EUA, são vistas como uma "caçada cruel". "Esses agentes chegam a exibir com orgulho pessoas algemadas, como se fossem presas", disse.
Documentos confidenciais divulgados pela imprensa internacional indicam que o governo dos EUA planeja aumentar voos de deportação para o Haiti de um por mês para dois por semana. Emma, mãe de quatro filhos nascidos nos EUA, desabafou: "Vocês vieram nos buscar em nossa terra natal porque precisavam que trabalhássemos de acordo com suas necessidades e, no fim, nos vemos usando uma tornozeleira eletrônica, como se fôssemos criminosos comuns".
O Departamento de Segurança Interna justificou o encerramento do TPS: "não existem condições extraordinárias e temporárias no Haiti que impeçam os cidadãos haitianos de retornar em segurança". A decisão, segundo o Secretário de Estado, seria necessária por ser "contrária ao interesse nacional".