Bem-estar

Arcebispo de Nova York recorda o 11 de setembro

ResumoDom Ronald Hicks, arcebispo de Nova York, recorda o 11 de setembro de 2001, quando quase 3 mil pessoas morreram nos ataques terroristas. A 25 anos da tragédia, Dom Hicks destaca a fé que renasceu entre os escombros e convoca celebrações para parar, ouvir, rezar e não esquecer as vítimas.

A 25 anos dos ataques que mataram quase 3 mil pessoas, o arcebispo de Nova York, Dom Ronald Hicks, fala da fé que renasceu entre os escombros e das celebrações para 'parar, ouvir, rezar, não esquecer'.

Marta Vasques
por Marta Vasques · Teóloga · 11 de setembro de 2026 · 2 min
Arcebispo de Nova York recorda o 11 de setembro

Vinte e cinco anos após os ataques terroristas que provocaram a morte de quase 3 mil pessoas em Nova York, na Pensilvânia e em Washington, D.C., o arcebispo de Nova York, Dom Ronald Hicks, recorda a fé que ajudou as pessoas naqueles momentos dramáticos. Ele destaca as comemorações organizadas "para parar, ouvir, rezar, não esquecer" e para "fazê-lo como comunidade, junto com Deus".

Em entrevista aos meios de comunicação do Vaticano, Hicks afirma que "todas as pessoas com quem conversei se lembram exatamente de onde estavam 25 anos atrás". Naquele 11 de setembro de 2001, ele estava em uma sala de aula, durante seus estudos de pós-graduação como sacerdote na Arquidiocese de Chicago, em Illinois. Recorda que a turma permaneceu sentada e incrédula diante da notícia.

A fé que renasceu entre os escombros

Para o arcebispo, em um dia marcado pelo terror e pelo choque, a fé também ressurgiu. "No fundo, quando tudo desmorona, as pessoas retornam imediatamente a Deus, à fé, à esperança, àqueles valores fundamentais que nos mantêm unidos como povo", explica. Somente naquele dia, mais de 2.900 pessoas perderam a vida. Entre os socorristas que correram para o World Trade Center, o Pentágono e o local da queda do avião na Pensilvânia, centenas morreram tentando salvar outras pessoas.

O padre Mychal Judge, capelão dos Bombeiros de Nova York, foi exemplo concreto desses valores. Foi a primeira vítima dos atentados cuja morte foi oficialmente confirmada. Seu nome figura entre as outras 2.976 pessoas eternizadas no memorial construído com o aço das Torres Gêmeas. "Penso que aquilo que vimos no padre Judge é o que aconteceu com muitíssimas pessoas", destaca Hicks. "Quando há necessidade, as pessoas entram na luta, sem hesitar, e ajudam. Ele perdeu a vida, mas isso é amor sacrificial."

Celebrações e o toque dos sinos às 8h46

Na cidade onde um dia se ergueram as torres do World Trade Center, atos de homenagem, missas e cerimônias marcam o aniversário. Das marchas em memória das vítimas às tributações luminosas, até o toque dos sinos exatamente às 8h46 da manhã, momento em que, 25 anos atrás, o primeiro avião atingiu a Torre Norte. A arquidiocese celebrou uma missa de vigília na noite de 10 de setembro, na Catedral de São Patrício, com familiares das vítimas, representantes da Polícia e dos Bombeiros de Nova York, da Autoridade Portuária, líderes civis e religiosos. "É preciso muito tempo para elaborar um acontecimento dessa dimensão. Portanto, reunir-se na fé e na missa ajuda", diz o arcebispo.

A data também recorda que a paz é frágil. Oito semanas após os ataques, São João Paulo II destacou que o diálogo é "essencial para superar os trágicos conflitos herdados do passado". Sete anos depois, no local do World Trade Center, o Papa Bento XVI rezou pela paz. Em 2015, o Papa Francisco recordou como o amor se manifestou naquele dia: "Aqui, em meio à dor dilacerante, podemos tocar com as mãos a capacidade de bondade heroica da qual também é capaz o ser humano."

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